segunda-feira, 14 de setembro de 2020

quinta-feira, 2 de julho de 2020

CRÔNICAS DE SÃO LUÍS






C  RÔNICAS DE SÃO LUÍS


Paulo Robson de Souza



   
A Dalva Rego.





1. Olhos de turista
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Olhos de turista furtivo não delimitam
a diferença que há entre os azulejos franceses e portugueses que ornam
os casarões de São Luís.
É preciso guia, alguma geometria, mas sobretudo
parar os lumes, deter o tempo.

Olhos de turista não piscam; e câmaras demais lhes atrapalham o gosto, amofinam
o olfato
(o fato de comer com os olhos).

Turista tem olhos na barriga. E seus ouvidos e poros são como
olhos de coruja:
sentem vibrações. Olhos de ouvir; olhos de tatear com as finas penas.

Foi assim, zoiudo, que senti a São Luís do meu desejo

(nascido na adolescência).



2. Cordial
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Gentilezas desse povo
surgem em borbotões ‒
estribados que são:
não é preciso pedir,
pois a informação vem de pronto
ante a dúvida evidente, eu postado na esquina, olhar ansioso...
(Esperava Márcia e Beth.)

Diante da pousada desconhecida
aguardando a condução