terça-feira, 23 de outubro de 2012

BALADA DO BEIJA-FLOR


Música: Marcus Dinis Câmara
Letra: Paulo Robson de Souza

Intérpretes: 
Hugo Roberto da Silva Carneiro e 
Marcus Dinis Câmara 




Tão pequenino,
tão contente, tão veloz
bate o avoado
coração.

Toda uma vida
        sedenta de flor
dentro da palma
da mão.

O tempo a se apressar.
Um corpo em condensador.
Uma bala de luz no ar
é o beija-flor.

Feito um menino
cansado de andar,
dorme o pequeno
coração.

Toda uma vida
em pleno torpor,
quando chega
a escuridão.







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Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

VALSA DA FORMIGA


Música: Júlio Feliz
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Angélica Jado



  

Qual será, do mundo,
o animal mais forte,
que sua própria sorte
pode sustentar?

Que mistério é esse?
– erguer um colosso
por sobre o pescoço
sem se esforçar?

Um pequeno inseto
que, magro ou obeso,
dez vezes o seu peso
pode levantar...

A formiga vence
proporcionalmente,
qualquer oponente
que lhe enfrentar?





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Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011







domingo, 21 de outubro de 2012

CANÇÃO DA PULGA



Música: Marco Antonio Carstens Mendonça
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Melissa Azevedo



São motivos “anormais”
que fazem a pequena pulga
ser um inseto demais.

Ah! Se pulga fosse gente,
um salto de três mil metros
seria o correspondente!

E por ser tão achatada,
se mete por entre os pelos
da infeliz cachorrada.

Ah!, se cachorro soubesse
se “despulgar”, saberia
tomar banho todo dia.

E se cão fosse um possante
carro, a pulga então seria
o mais feliz viajante.

E se a vida (entre suspiros)
fosse um filme de terror,
pulga seria o vampiro.

É bem mais forte que a Mônica:
a pulga que vem do rato,
causa a peste bubônica.

É um bichinho exigente:
o que vive no cachorro,
não vive em gato ou na gente.

E a pulga que dá no gato,
não quer saber de cachorro
nem dá nos bichos do mato.

A pulga mais diferente
é o bichinho que se enfia
no dedão do pé da gente!

Bem depois, feito um canhão
gorducho, sai atirando
seus ovinhos pelo chão,

que ficarão na sujeira,
sonhando em dar nos meus pés
a mais forte das coceiras.






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Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011






domingo, 7 de outubro de 2012

O CHORO DO TUBARÃO-BALEIA


 

Música: Adriano Praça e Orlando Brito
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Áttila Gomes




De que adianta ser, de longe, o maior peixe,
um tubarão com esse porte de espantar,
se, mesmo assim, você em mim não bota os olhos
só porque domo a brabeza, o tal desejo de esganar?

De que adianta esse meu corpo azul, pintado
de bolas brancas – lindo céu da noite escura –
se não recebo a atenção que eu mereço?
– Sem o olhar não existe céu e sem a luz não há pintura!

Vou trucidar, no oceano, minha timidez,
rasgar o ventre que alimenta o meu penar
pra que revele toda a minha intimidade
e desse jeito me conheça e até consiga me amar.


                                                               (clique no tubarão para ouvir)





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Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011


sábado, 6 de outubro de 2012

A MARCHA DO AVESTRUZ (com partitura)



 

Música: Adriano Praça
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Attila Gomes





Estava
numa savana
quando tremeu a terra africana.
Pensei:
é um furacão!
– tão grande era o poeirão.

Um bando
de avestruzes
passou por mim feito Joaquim Cruz.
Corria
soltando penas
lembrando os tempos de Ayrton Senna.

Pensei
que eram leões
correndo atrás daqueles frangões,
pra ter
uma fritada
das coxas que já vêm depenadas.

Que nada. Estava enganado.
Era uma dezena de homens malvados
maltratando o mundo animal.

Que pena! Que triste cena:
faziam enfeites de vivazes penas.
Um estranho carnaval.

E vendo, nesta folia,
que a alegoria não tinha alegria,
a marcha encontrou o seu final.






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(com CD encartado), 2011


Capa (aberta) e segunda orelha

sábado, 29 de setembro de 2012

FREVO DA CAPIVARA



Música: Adriano Praça
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Áttila Gomes




A capivara é o maior dos roedores.
Eu não pensava que nadasse tanto assim.
Seu nome indígena me conta muita coisa,
pois  caapii gûara  é “a comedora de capim”.

É tão bonito vê-las nadando em fileira,
entre mergulhos... Indo ao pasto... É tão bonito
sentir o grupo unido contra o perigo
e a capivara-sentinela dando um grito.

Dá gosto ver, ao fim da tarde, na lagoa,
as capivaras dentro d’água namorando...
Os passarinhos catando os seus carrapatos...
O velho líder, quatro filhotes mamando...

A capivara é o maior dos roedores
e é muito mais para quem estuda a sua vida.
De certo modo é o mais mais dos animais...
Quanta beleza pela noite escondida!





                       (ligue o som e clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo)



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(com CD encartado), 2011


sábado, 22 de setembro de 2012

PAPO DE CIENTISTA SOBRE BEIJOS E BORBOLETAS AZUIS



Quanto tempo de ciência será
preciso
para sabermos da cor e do tom a que nos referimos?

Cálculos probabilísticos indicam:
há abraços azuis
quando se olha para o céu
no abraço
– num longo abraço.

Beijos azuis existem sim. Na física, na fisiologia e na poesia.
Menos frequentes porém; pois o que se vê
com um beijo
é o vermelho
da retina comprimida
pela emoção.
Vermelho-sangue. Vermelho-lábio. Vermelho que só o desejo sintetiza.

Fisicamente falando,
ao se considerar que o fogo vermelho
tende ao azul quando se aumenta a temperatura,
é provável que um beijo de fogo
possibilite a sensação do azul.
Cor fria na aparência,
mas que na medida certa faz-nos ver estrelas.
Então está combinado: beijo azul só se for profundo.
Azul profundo cravejado de estrelas – o mesmo vale para abraços.




Já borboletas azuis
são como fadas: nascem de crisálidas encantadas
pela cor
do frescor da manhã
e pelas possibilidades do que virão a ser.

Temo pela borboleta azul
incrustada na pele,
em ponto íntimo de mulher dengosa, quiçá imperscrutável (o ponto ou a     
                                                                  [mulher?).
Mas quem a capturou me promete:
“quando me conhecer... eu te mostro”.

Assim continuarei meus estudos sobre beijos e borboletas azuis.
Mais precisamente:
sobre um beijo profundo em uma borboleta azul-cutâneo.


(Paulo Robson de Souza, 2007)

domingo, 2 de setembro de 2012

O RIO


Rio Verde com buritis (nordeste do MS).
Foto: Elisabeth Arndt



Sim! Diz a filosofia
que se o tempo sempre passa
e a água escorre sem fim,
um rio nunca é o mesmo
se visto depois, por mim.
Mas, pra mim é o mesmo rio
porque porta o poderio
de parar o tempo, enfim.


(trecho de cordel sobre o Dia do Rio Paraguai,  em Cáceres)

domingo, 5 de agosto de 2012

DAS CORES DA ARARA-AZUL FEZ-SE O VERBO


Para Neiva Guedes
e o mestre do chamamé Dino Rocha



Primeiro Ato
         O pano de fundo


O Pantanal é azul
quando as águas se esparramam.
Curioso é que sem chuva
inda assim mergulha a grama
nas águas que vêm suaves
dos planaltos que as derramam.

Mesmo na cheia tem sede
do azul do mar abastado.
Para ficar hidratado,
pra ficar mais azulado,
é do céu que o Pantanal
engole o azul emprestado.

E esse “Mar dos Xarayés”
– índios com jeitos andinos –
fica multicolorido
no período matutino
tantas são as flores d’água
sobre o espelho cristalino:

são tapetes amarelos
sobre o piso cor de telha,
bordados de flutuantes
ramos e folhas vermelhas...
São flores brancas, lilases,
contendo verdes abelhas!

Grávido dos elementos
que darão sustento à vida,
o solo parece o Nilo:
da lama brota a comida
de peixes de toda cor,
de aves multicoloridas.


Segundo Ato 
         Ciclos e tramas


As cores do Pantanal
a água desencadeia.
Se na França roupa e cor,
frio e calor as norteiam,
a “moda” dele é ditada
pelo ciclo seca/cheia.

Se na cheia ele se veste
de um lençol d’água azulado,
na seca lhe deita um morno
manto de campos dourados.
Névoa no céu é um tecido
pelo sol avermelhado.

Por volta do mês de agosto
a seca tem tom pastel.
O sol é bem mais vermelho
e maior no cinza véu.
Há quem se aproveite disso
para fazer fogaréu!

Lá pelo mês de novembro
– fins de dezembro talvez –
a cheia vem de mansinho
e em abril já se desfez
pra ciranda colorida
recomeçar outra vez.


Terceiro Ato
         A primeira pessoa


É nesse vasto cenário
que me encontro embevecido.
Vim da Cidade Morena
buscando o desconhecido.
Um fotógrafo da vida,
pela vida convertido.

Eis-me aqui! – eu me apresento.
Sou caçador de miragens.
Todo dia vejo a luta
da luz com as sombras... Imagens...
Tento gravar no papel
as mais bonitas paisagens.

Recolho conhecimentos,
junto uns versos de cordel
num caldeirão para o ensino...
Queira Deus ser menestrel
ao ensinar Biologia...
Eis-me aqui! Eis meu papel!


Quarto Ato
         A segunda pessoa e os diferentes encontros


Eis que um bando desprendido
de grandes e azuis araras
faz rasantes sobrevoos
sobre as marrons capivaras.
Céu e água se confundem
em meio à plumagem rara.

E quando tento enquadrar
o bando na objetiva,
vejo é uma cortina azul
abrindo uma cena afetiva,
emprestando ao quarto ato
verdadeiras cores vivas.

Vejo uma mulher morena
escalando um manduvi
pra ver filhotes de arara,
seus parasitas cricris.
Eu pergunto. Ela me conta
as coisas que conto aqui.

Diz-me que foi por acaso
que começou sua lida
de pesquisar as araras
que eram muito perseguidas.
Ao proteger as araras,
elas mudaram sua vida!

É a maior das araras.
Quase foi à extinção.
Hoje vive mais tranquila
com a extensiva ocupação
das bordas do Pantanal
até o sul do Maranhão.

O corpo inteiro é azul
feito os campos inundados.
O bico é grande, bem forte.
Sobre o olho esbugalhado
há um círculo amarelo
feito o sol eclipsado.

Há, detrás do bico, uma fina
meia-lua amarelada.
Quando corta a bocaiuva
(coco de polpa dourada),
parece que a lua é cheia
e no bico foi travada.

Gênero Anodorynchus,
espécie hyacinthinus.
“Da cor azul do jacinto”
seria um jeito traquino
de traduzir o seu nome
científico, latino.

Nossos índios a chamavam
de araraúna por que
vista bem de longe é preta
(quando contra o céu se vê).
Mas quando é vista de perto,
cadê o preto! Cadê?!

Um barulhento animal,
visualmente exibido,
grita muito no namoro
ou se um risco é pressentido.
Chama os outros quando encontra
coquinho amadurecido.

Come muito bacuri,
coquinho esverdeado.
Quando tem, é bocaiuva.
Gosta do cristal salgado.
E come o coco que cai
do cocô que cai do gado.

Gosta de dormir em bando,
em local satisfatório.
Ao cerrar o véu da tarde
é um grande “falatório”
de duzentos indivíduos
na árvore-dormitório!

Realmente o amor é lindo:
o casal é muito terno
e copula ao deus-dará
quando chega o fim do inverno.
– Parece final de filme
com juras de amor eterno!

No oco do manduvi
– sua casa preferida –
o casal escava o ninho
na madeira apodrecida.
Choca, a fêmea pouco sai:
o macho lhe traz comida.

Quando chega a primavera
são postos dois ovos brancos.
Os ninhegos nascem cegos,
frágeis, nus... parecem mancos.
De vez em quando dá berne
na cabeça e até nos flancos.

Assim, moles, indefesos,
são criados pelos pais
que regurgitam uma papa
que dos coquinhos se extrai.
E com os pais saem voando
por um ano e meio ou mais.

Depois os “adolescentes”
em outras áreas se instalam.
O bando até lembra uma banda
pelo tanto que badalam.
Só depois dos nove anos
são maduros, se acasalam.

Uma arara-azul saudável
vive por quarenta anos.
Mas fora da natureza
tudo só lhe causa danos
quando é comercializada
por ignóbeis humanos.

Nesse tempo enfrenta fortes
predadores indomáveis.
Desde a sua reprodução
trava lutas memoráveis,
vence até gambás famintos...
mas o homem é implacável!

E foi mais ou menos isso
tudo o que ela me contou.
Findo o nosso bate-papo,
tal qual fim de grande show,
das frondes da bocaiuva
um bando azul transbordou.

E eu repasso o que aprendi
– êh, mania de professor! –,
sabendo que muito existe
pra se descobrir, se expor.
Pois ninguém nasce sabendo...
e ninguém morre doutor.

Doutor não é quem ensina
o que diz saber, com apego,
mas quem sabe que não sabe,
como se fosse um ninhego.
O saber está na clara
visão tosca, ignara,
natural do desapego.

Reaprendi com as araras
o tal pensamento grego.


Quinto Ato
         A lenda


Diz uma lenda bem recente
– acho que inventada agora –:
o amarelo-sol da arara
azul é a marca da hora
em que a luz tocou sua cara
jacintino-azul, tão clara,
quando o sol tingiu a aurora
num momento reticente...




Sexto Ato
         Gênesis 2, Versículo(s) 14


Seria Deus um pintor
inspirado que, primeiro,
coloriu o Pantanal
para ter um tabuleiro
de cores pra pôr no mundo
ante o momento segundo...
Seria Deus pantaneiro?

E será que a araraúna
atendendo ao Seu apelo
forneceu o azul do mundo
antes até de o céu sê-lo?
Foi a grande arara-azul,
sob o Cruzeiro do Sul,
o Seu mais lindo modelo?


Sétimo Ato 
         Gênesis 2, Versículo(s) 18


Inspirado desenhista,
com a pena da azul arara
riscou uma planície rara,
pantanal, impressionista.
Sendo uma cor de encher a vista,
soprou plumas no aguaceiro
sobre o solo boiadeiro.
Viu que era bom! Animado,
fez um planeta azulado
de um pedaço pantaneiro.

Se um bando de araraúnas
bailam no céu, entre gritos,
fica o Pantanal pintado
de riscos azuis, bonitos...
E se vê, perante a tela,
o mais justo gabarito
para pintar um planeta
azul, de céu infinito.





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Do livro Poesia Animal (Editora UFMS e Sterna, 2003), com Sidnei Olivio.


Clique aqui para ouvir o chamamé Arara Azul com o sanfoneiro Dino Rocha, que incluiu na sua composição o trecho final deste cordel (Sétimo Ato), recitado por Aurélio Miranda:

Conheça o trabalho da ornitóloga Neiva Guedes / Projeto Arara Azul acessando:

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ENIGMAS CORTANTES (os mistérios da palavra)


Olá curumim!

Desta vez você vai retirar duas brincadeiras deste caçuá. A primeira é ler um livro inteirinho em poucos minutos. Um livro de mentirinha, impresso em papel de mentirinha, feito por editora de mentirinha... Mas, no fim, vira brincadeira séria − que começa quando você toca a capa (abaixo) com o mouse. Clicando na contracapa, começa tudo de novo!

A outra, que se confunde com a primeira, é um desafio: descobrir o nome da ave a que se refere o poema Enigmas Cortantes. Para participar dessa brincadeira, que pode ser individual ou em grupo, é muito simples: leia a primeira estrofe e – pimba! – diga ou escreva o nome da ave ou desenhe-a; não conseguindo, tente na segunda estrofe e assim por diante. Se na quinta estrofe você ainda não descobriu o nome ou as feições da ave, vá para a página seguinte, em que aparecem várias opções de nomes. Dessas, sete opções, que são seus nomes populares (os mais usados em várias regiões do Brasil), levam às páginas finais, ao fim do mistério.

Mas não conte para os outros o final, para que a brincadeira não perca a graça! Vamos lá?






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Sugestão aos mestres

Orientem a turma a escrever, em um pedaço de papel, o nome da ave à medida que o “livro” é lido. A primeira rodada será a leitura da primeira estrofe, seguida da entrega das respostas. A segunda rodada corresponderá à segunda estrofe e segunda tentativa, e assim por diante, até a quinta estrofe.
É provável que comunidades em beira de praias e rios brasileiros consigam resolver o enigma após a leitura da segunda estrofe, porque provavelmente avistam a ave na região, se identificam com ela. Não conseguindo, com certeza chegarão à resposta correta ao clicarem em uma das sete opções válidas, na página seguinte à quinta estrofe. Como o erro permite ao leitor retornar à página anterior, todos conseguirão, no final.

Ficha técnica desta brincadeira literária

Programação em flash, consultoria: Edy Wilson (projetos TIC Biologia e InterCiências, UFMS)
Coordenação pedagógica: Marilyn Matos (projetos TIC Biologia e InterCiências, UFMS)
Concepção da brincadeira literária, poema e foto: Paulo Robson de Souza/UFMS
Estagiários do projeto InterCiências/UFMS (biologia): Suelen Sandim e Urielton Martins Monteiro
Coordenação do projeto InterCiências/UFMS: Carla Cardozo Pinto de Arruda (biologia) e Ricardo Ribeiro dos Santos (coordenação geral)