quinta-feira, 2 de julho de 2020

CRÔNICAS DE SÃO LUÍS






C  RÔNICAS DE SÃO LUÍS


Paulo Robson de Souza



   
A Dalva Rego.





1. Olhos de turista
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Olhos de turista furtivo não delimitam
a diferença que há entre os azulejos franceses e portugueses que ornam
os casarões de São Luís.
É preciso guia, alguma geometria, mas sobretudo
parar os lumes, deter o tempo.

Olhos de turista não piscam; e câmaras demais lhes atrapalham o gosto, amofinam
o olfato
(o fato de comer com os olhos).

Turista tem olhos na barriga. E seus ouvidos e poros são como
olhos de coruja:
sentem vibrações. Olhos de ouvir; olhos de tatear com as finas penas.

Foi assim, zoiudo, que senti a São Luís do meu desejo

(nascido na adolescência).



2. Cordial
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Gentilezas desse povo
surgem em borbotões ‒
estribados que são:
não é preciso pedir,
pois a informação vem de pronto
ante a dúvida evidente, eu postado na esquina, olhar ansioso...
(Esperava Márcia e Beth.)

Diante da pousada desconhecida
aguardando a condução
o dono, de prontidão
nos deu bom dia e entrou
para nos trazer três bolinhos de tapioca ‒
e nem fome tínhamos!

Em São Luís, cordialidade
é a exata expressão
da etimologia do termo.



3. Abestalhado
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Na escadaria a placa
“cerveja Véu de Noiva em São Luís só aqui;
a 7,50”.
Corri abestalhado ao balcão
e perguntei se era puro malte e
artesanal...
O rapaz me disse, incrédulo:
não; é cerveja Tal (uma das mais ordinárias)
mas coberta de neve, tão geladinha está.
Sem graça sorri, dizendo dês tá

(sem lhe dizer
que descrição para cerveja
mais bela não há).

Pois a cerveja toda branquinha de neve da foto
Não me sai dos olhos!...



4. Melô do Roteiro Reggae
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(Refrão)
Lampiões elétricos
Bicicleta elétrica
Gente mais que elétrica
Reggae em São Luís

Roteiro Reggae na Ilha do Reggae no Brasil
Parte da Praça Benedito Leite, o professor
Cortejo conduzido pelos dançarinos do Saint Louis
Encanta a lua, as ladeiras, as varandas com calor

(Refrão)

Pelas calçadas vejo alegre a linda expressão
Canções de paz são o retrato da gente gentil
Dos casarões azulejados e plantados de verdor
Melôs ressoam pela noite do Bacanga ao Anil

(Refrão)

A radiola toca pedras, faz o povo agitar
As bandeirolas no Mercado fazem São João dançar
Museu do Reggae é conquista desses corações
Dançando reggae coladinhos no Palácio dos Leões

 *  *  *

É pedra no chão
É pedra no ar
Que bonito ver o meu amor dançar
É pedra no chão
É pedra no ar
Sem a rasteirinha do chão tirar

É pedra o chão da rua
Colonial
E a radiola
Sensacional
Sobre a bicicleta
Da gente elétrica

Do reggae em São Luís



5. Vontades
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Cidade úmida, vários casarões largados,
vejo minijardins crescendo sobre azulejos
e telhados
e frestas onde a poeira dorme.

As plantas que deitam raízes nesses casarões têm vontade.
As pessoas têm vontade. O ar é propício.

E assim vão vivendo pessoas e plantas
sob o ar úmido da cidade equinocial.



6. Contraditório(s)

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O Mercado Central é lúgubre; agônico; um
claustro.
No dizer local, esse está no meio da casa.

Há beleza no feio, se bem observado ‒ sempre há! Mas aquele mercado
é feio feio.
(Embora o ludovicense há de me dizer: “e tu és besta besta”.)

E contraditório:
tem o melhor suco de cupuaçu que já experimentei: leitoso,
macio, odor de manhãs orvalhadas.
E frutos amazônicos que me encheram os olhos.
Isso me basta.



7. Vultos
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Às luzes da noite
a serenata que passeia
entre vultos
que assombraram
e espoliaram
essa terra
e a gente anônima que nela vivia.

A história escrita pelos vencedores ‒ sempre.

História não contada,
inda assim é boa de se ouvir e ver.



8. Afinação de tambores
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A afinação dos três tambores de crioula é ritual.
Primeiro se acende a fogueira.
Tambores deitados em semicírculo, peles voltadas para o fogo,
é hora de lhes aplicar alguns tantans para encontrar o tom.

Minha irmã Márcia me cita composição gravada por
Alcione, que diz
“Quem ainda não viu
Tambor de ‘criola’ do Maranhão?
Afinado a fogo tocado a murro
Dançado a coice e chão?”

Nunca havia reparado tais versos
que agora têm verdadeiro significado para mim.

Versos ali, vivos, diante dos meus olhos...



9. De cor
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Tambor de crioula:
espasmo de cor.
Cord.
Acorde.
Coreiro:
coração.

Pulsar
e
quasar.

Na Fonte do Ribeirão
o coreiro Barrabás[1] me fala da busca do pau oco no mangue,
escolhido com sabedoria e zelo.
Olhos do coração lhe guiam ‒
faz de cor (cordial!)
o ofício que aprendeu com o vento.

‒ A cena me trouxe à lembrança nossa visita à Casa do Tambor de Crioula quando, de prima, vi tambores, coisas e adornos magistralmente descritos. Vi pessoas, por fotos e in vivo (representadas pela moça bonita que nos apresentou esse universo). E agora, ali, o museu vivo, diante dos meus olhos...



10. Três pedidos
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Eu pergunto ao homem
sentado na calçada, displicente,
se posso ver o ensaio (do boi no sobrado em frente).
Ele me responde naturalmente:
“Se é ensaio não pode!”

Adiante a arte na pessoa afável
de voz aveludada
tece pulseiras e faixas
de ornar cabeça.

Foi com argumento e
encantamento de cobra
que lhe fiz posar para a foto
com Beth e Márcia
pois na placa ele dizia
“Fotografia?
não tente; não insista”.

Novo leitor de Guilherme de Almeida,
ousei pedir: Sotero, abra meu Caçuá
(não sem antes encomendar uma peia de linhas coloridas
pra minha viola sonolenta
que é para encantar os olhos
de ouvintes desatentos...).



11. Quando conheci o Novilho dos Lençóis
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Quando eu estive passeando em São Luís[2]
Eu não sabia que iria me encantar
Com esse Boi que é a mais pura animação
O mais belo batalhão[3]
Belas índias a dançar...
Contagiado por só ver gente feliz
Um cavalinho dá pinotes pelo ar
Mãe Catirina (satisfeita!) é simpatia,
Pai Francisco é alegria!
Os vaqueiros a cantar...

(Refrão)
Novilho dos Lençóis:  [Ééguuaas!] [4]
Vi na saia a branca cor[5]   [Mermão!]
Dos Lençóis do Maranhão...
E a paz cobriu, em manto[6],
O meu grato coração.

[Marminino!]

(repete o refrão mas só com instrumentos mais as interjeições entre chaves)

No palco a locutora fez revelações
Eu não sabia que iria me encantar...
Emocionada, ela disse no Ceprama
O ticão que ela ama
Sua mãe e o seu lugar:
A história, o povo da antiga Miritiba
Abençoada São José do Periá
Lugar que hoje tem o nome de um poeta...
Ela cumpriu sua meta:
Todo o povo entusiasmar!

(Refrão)

[Segunda parte]

O bumbo conseguiu corações sincronizar
O banjo em mim tocou a mais linda harmonia
O passo das areias eu tanto via
Nos caminhos dos Lençóis, no bater do maracá.

E o grave tambor-onça fez-me arrepiar
O sax me soprou a mais linda melodia
O trompete e o trombone eu também via:
Eram o vento nos Lençóis assoprando sem parar.

Paz no meu coração!
Melancolia, corra para lá!
Bumba meu Boi nasceu no Maranhão
E no meu peito ele veio morar... (2x)

[A partir daqui o andamento cai. Cantado quase sussurrando.  Leve fade out]

(Essa toada vai para os brincantes
Os amantes da cultura,
Do Novilho dos Lençóis.
Se fosse vivo, Humberto de Campos
‒ Pleno de literatura ‒
Se juntava à nossa voz.)



12. Quando o invisível desata os olhos
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Com a chegada a São Luís me veio a impressão
comum ao brasileiro
de que o bairro feio
fica sempre escondido aos olhos de quem vem.

Passado o tempo, descobri que olhos de turista furtivo – por ser furtivo –
não delimitam
invisibilidades:
os contrastes se enredam
à cultura do lugar...

São Luís
‒ ah, São Luís! ‒

São Luís do meu desejo
de voltar...



Da série Poesia Todo Dia!, edição 2018.







[2] Toada
[3] Conforme Rogério Ribeiro das Chagas Leitão - A Musicalidade do Bumba-boi da Ilha (2018). https://tedebc.ufma.br/jspui/bitstream/tede/2353/2/Rog%C3%A9rio%20Ribeiro%20das%20Chagas%20Leit%C3%A3o.pdf
[4] Procurando por interjeições típicas, a jornalista Dalva Rego, em comunicação pessoal, me afirmou (agosto de 2018) que as interjeições “éguas!” e “égua!” são muito peculiares do Maranhão, assim como “mermã!” (Minha irmã! Minha Nossa!), “marminino!” (Mas menino!) e “arre!” (uma variação do “Arre Égua!”).
[5] Na apresentação que vi em São Luís (22 de julho de 2018), a saia do Novilho era branca. Pensei que fosse uma cor fixa e, por isso, na primeira versão dessa toada, descrevi o branco como cor típica do boi, e em seguida fiz uma associação com a cor da areia dos Lençóis Maranhenses. Mas a Dalva me corrigiu, na mesma mensagem acima: “A saia, assim como o couro do boi, muda ano a ano. Varia de acordo com as homenagens. Este ano [2018], a homenagem foi aos santos católicos. Ano que vem, aos grandes amos da região Munim/Lençóis” [amos são os cantores das músicas do bumba-meu-boi].
[6] Para metrificar, usei “Cobriu em manto” propositadamente, conforme Olhos de Chinesa (2ed), de Eugénia Dobrões (localizado via books.google) e  http://paschoalprimo.blogspot.com/2018/09/esperanca.html





#SaoLuis  #poesiabrasileira #culturapopular #Maranhão#toada #boimaranhense #novilhodoslencois




domingo, 14 de junho de 2020

SONGBOOK "ZECA DO TROMBONE CANTA! | SINGS!"


Songbook Português-Inglês (eBook Kindle) com hiperlinks para:



- álbum  "Zeca do Trombone Canta! | Sings!" (com 13 músicas originais, três das quais cantadas em inglês e 10 em português), disponíveis para ouvir gratuitamente em aplicativos de música
- cifras para violão e partituras  (em formato PDF); 
- videoclipes; 
- demonstração (em vídeo) de como tocar algumas das músicas e uma entrevista  com o Zeca do Trombone.


Clique aqui para baixar (grátis até 16.6.2020)

















Álbum Zeca do Trombone Canta!  |  “Zeca do Trombone Sings!” album (clique para ouvir)





















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quinta-feira, 16 de abril de 2020

DÊ UM TEMPO À TRADIÇÃO







Autores:

Geraldo Damasceno
Eduardo Ramirez
Luciana Amaral
Tamires Yule
Paulo Robson de Souza

Para visualizar em melhor resolução, clique aqui: Terça das Quintas / Facebook
ou na foto abaixo:




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CRÉDITOS:


Baixo acústico: Heitor Correa

Pandeiro: Francisco Severo Neto

Violão: Geraldo Damasceno

Gaita e viola "catada": Paulinho

Vozes:
Geraldo Damasceno
Eduardo Ramirez
Luciana Amaral
Tamires Yule
Paulo Robson de Souza

            (do grupo de compositores "Terça das Quintas")

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Edição de áudio e vídeo:
Paulo Robson de Souza

Orientação à distância para edição de vídeo (nesses tempos de Covid):
Marcos Vaz/UFMS (nossa gratidão!)

#naodecaronaaocorona #coronavirus #novocoronavirus #covid #covid19 #combateacovid #pandemia #prevencaocovid #ficaemcasa

quarta-feira, 1 de abril de 2020

FILOSOFICES TEMPORÃS

Estas reflexões e pequenas crônicas são parte 
de um desafio de escrever diariamente,
que estabeleci para mim em 2018, 
a série Poesia Todo Dia!,
 cuja primeira edição ocorreu em 2005, 
seguida de outra,  em 2014. 





OFICINA DE CORDEL

Vislumbro novos tempos de poesia, novas penas surgindo na fronteira. 

Não por minha causa, poeta apenas esforçado que coordenou a atividade que dá nome a essa croniquinha, mas porque os Deuses abriram sua janela cheia de graça aos que se dispuseram fenestrá-la.

Ponta Porã, 12.8.2018


AUTOSSUGESTÃO

Faceiro e animado, chamei a todos do Laboratório de Prática de Ensino de Biologia para tomar o "café da roça" que trouxera para degustação. Do tipo torrado na hora, de pó escuro e homogêneo, desprovido de qualquer "aditivo" e empacotado em saquinho de papel pardo, dava gosto só de imaginar o sabor. 

Embevecido, caneca sob as narinas, só depois de reabastecê-la por duas vezes com o líquido que mais une pessoas, percebi que o tal pacote que trouxera da feira sequer havia sido aberto pela colega que o recebeu. Ou seja, o mesmo café pálido e barato da véspera, "batizado" com milho, a mim me pareceu gourmet. A sugestão enganou o meu cérebro! ‒ afirmei entre risos. O estudante ao lado completou, convicto: isso é efeito placebo, professor! Gargalhada geral.


15.8.18

TENHO EM MIM VEIOS PROFUNDOS

Tenho em mim veios profundos e intermitentes. Rios de intenções e traquejos que ora param, ora transbordam, quase sempre mudam de curso. Homem de fases, sou. Talvez por isso mergulho ousada e avidamente nas coisas que gosto de fazer. Pois rios secam, mudam de curso e podem morrer.

16.8.18

MERDA EM TAMANCO

Para certas pessoas, mágoas são como merda de cachorro em tamanco. Por mais que se lave, é difícil desgrudar. Pior: a merda dessa história não deve estar na sola do tamanco, mas no coração de quem parece ter apreço ao sofrimento. 

Já vivi isto. Foi péssimo. Como superei? De tão grudada a mágoa, preferi descartar os tamancos.


17.8.18

POUCO COM DEUS É MUITO

Diante das dificuldades alimentícias, meus pais quase sempre traziam à mesa o dito "pouco com Deus é muito". De fato, o povo é sábio ao exprimir em poucas palavras tamanha sabedoria. 

Meus 57 anos completos hoje me dão essa certeza. Bastou-me a presença dos meus filhos, mulher e nora para que nosso encontro tivesse cara de grande festa. Pois não é com preço que se mede o valor das coisas; não é com números que se estabelece a importância das pessoas.


18.8.2018

MERGULHO

Não é de hoje que escolho o mergulho como tema das minhas mal traçadas linhas. Não que eu tenha grande experiência em me ver cercado d’água; ao contrário, nunca tive a oportunidade de usar um cilindro e conto nos dedos as vezes que usei meu snorkel.

Falo dessa minha mania de me jogar nos projetos. Como hoje, quando passei quase todo o domingo fechando a edição da música "Reflexos". Mergulho tanto no labor de tornar real este e outros desejos que me esqueço que estou cercado d’águas turvas... 


19.8.2018

Intervenção cultural interativa "F5" no Museu de Arte Contemporânea (MARCO-MS) em 21.10.2018 (Autora: Natacha Figueiredo Miranda). Foto: Paulo R. Souza   



sábado, 15 de fevereiro de 2020

ANIMAIS MAIS MAIS (enfim!) NAS PLATAFORMAS DE MÚSICA



Quase 9 anos depois de lançado o livro com CD encartado (com apoio do Fundo de Investimentos Culturais/MS) e  16 (dezesseis!) anos de gravadas as respectivas composições, o álbum ANIMAIS MAIS MAIS foi lançado hoje no Spotify, Deezer, Google Play, iTunes e várias outras plataformas internacionais de música. 

São 15 músicas autorais sobre os recordes animais (letras minhas, melodias de vários amigos músicos e compositores especialmente convidados - ver ficha técnica abaixo). Infelizmente, não pude disponibilizar os seis "karaokês" do CD original. 

Há músicas feitas para o carnaval (Samba da Piranha, Frevo da Capivara, Marcha do Avestruz, Marchinha do Pinguim), para a criançada cantar (Balada do Beija-Flor, Canção da Pulga, Cirandinha da Mariposa, Polca da Tartaruga), músicas boas para amar essas maravilhas da natureza (Xote da Salamandra-Gigante, O Choro do Tubarão-baleia etc) e para ensino de biologia (todas!).

Clique no link para ouvir! 

https://open.spotify.com/album/530JlH36A10jFSxqJQFFHV






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ANIMAIS MAIS MAIS 

Ficha Técnica*

O CHORO DO TUBARÃO-BALEIA 
Música: Adriano Praça e Orlando Brito 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz: Áttila Gomes 
Arranjo e produção: Regional de Choro Agemaduomi 
Violão de seis cordas: Heitor Correa e Orlando Brito 
Flauta transversal, clarinete (arranjos): Adriano Praça 
Cavaquinho: Marco Antonio Carstens Mendonça 
Timba com vassourinha: Thimoteo Lobreiro 


ISRC: BX-PZU-19-00004


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ACADÊMICOS UNIDOS DO RIO (samba da piranha)
Música: Marco Antonio Carstens
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz, apito, surdo, ganzá, pandeiro, reco-reco e tamborim: Áttila Gomes 
Cuíca: Bibi do Cavaco 
Contrabaixo: Heitor Correa 
Violão: Orlando Brito 
Coro: Angélica Jado, Adriano Praça, Júlio Feliz, Marco Antonio Carstens, Áttila Gomes e Paulo Robson 
Solo de cavaquinho para a versão karaokê: Marco Antonio Carstens 
Gravação de sons de peixes: Paulo Robson 
Arranjo, cavaquinho, produção: Marco Antonio Carstens Mendonça 


ISRC: BX-PZU-19-00005   



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A Canção Fatal (tango do peixe-pedra) 

Música: Denis Arndt 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz: Anderson Rocha 
Arranjo base: Otávio Neto 
Violinos: Anderson Rocha 


ISRC: BX-PZU-19-00006



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FREVO DA CAPIVARA 

Música: Adriano Praça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz: Áttila Gomes 
Sax tenor e sax barítono: Maestro Assis 
Trompete: Escobar 
Trombone: Moisés Nogueira 
Caixa-clara: Thimoteo Lobreiro 
Guitarra e contrabaixo elétrico: Orlando Brito 
Registro da vocalização da capivara: Paulo Robson 
Arranjo, sax alto, produção: Adriano Praça 


ISRC: BX-PZU-19-00007



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CIRANDA DA NOITE 

Letra e música: Paulo Robson de Souza (refrão sobre ciranda pernambucana de domínio público) 
Voz: Fernanda Ribeiro Benites 
Caixa-clara: Thimoteo Lobreiro 
Surdo: Áttila Gomes 
Violão: Marco Antonio Carstens Mendonça 
Coro: Angélica Jado, Elisabeth Arndt, Julio Feliz, Camila Arndt, Paulo Robson Gravação de sons de morcegos: Paulo Robson 
Batidas com os pés: alunos dos cursos "Técnico de Enfermagem" e "Técnico de Laboratório" 2004 (CCBS - UFMS, atual Inbio) 


ISRC: BX-PZU-19-00008



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O FADO DA BALEIA-AZUL 

Música: Marco Antonio Carstens Mendonça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz: Paulo Calado 
Bandolim: Alexandre Erecê Figueiredo Pacheco (gravação: Estúdio Kaoma, Rio de Janeiro) 
Solo de cavaquinho para a versão karaokê: Marco Antonio Carstens 
Violão, arranjo, produção: Marco Antonio Carstens Mendonça 


ISRC: BX-PZU-19-00009


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BAIÃO DO BICHO DESCONHECIDO 

Música, voz e vocal: Eduardo Boaventura 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Produção, arranjos, gravação e mixagem: Cyro Telles 
Violão e teclados, programação de percussão: Cyro Telles 
Rearmonização: Alexandre Guichard 


ISRC: BX-PZU-19-00010



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VALSA DA FORMIGA 

Música: Júlio Feliz 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz: Angélica Jado Chagas 
Flauta: Adriano Praça 
Arranjo e produção: Júlio Feliz 


ISRC: BX-PZU-19-00011



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A MARCHINHA DO PINGUIM 

Música: Marco Antonio Carstens Mendonça, Júlio Feliz e Paulo Robson 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz e surdo: Áttila Gomes 
Caixa-clara: Julinho Batera 
Tuba e clarinete (teclado): Otávio Neto 
Apito: Júlio Feliz 
Coro: Marco Antonio Carstens, Adriano Praça, Júlio Feliz e Paulo Robson 


ISRC: BX-PZU-19-00012



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XOTE DA SALAMANDRA-GIGANTE 

Música, voz e vocal: Eduardo Boaventura 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Produção, arranjos, gravação e mixagem: Cyro Telles 
Violão e teclados, programação de percussão: Cyro Telles 
Rearmonização: Alexandre Guichard 
Música incidental: "Samba Lelê" (do cancioneiro popular brasileiro)
Gravado em outubro de 2004 nos estúdios da Casa de Pedra, Gávea, Rio de Janeiro 


ISRC: BX-PZU-19-00013



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CIRANDINHA DA MARIPOSA 

Música, arranjo, flautas, voz (barítono) e produção: Adriano Praça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Solo vocal: Angélica Jado Chagas 
Guitarra: Orlando Brito 
Cello: Eduardo Martinelli
Violinos: Edison Verbisck 
Flauta doce: Paulo Robson 
Coro infantil: Carol Marques e Mariana Arndt 
Música incidental: "Ciranda, cirandinha" (do cancioneiro popular brasileiro)


ISRC: BX-PZU-19-00014


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POLCA (UM QUASE CHAMAMÉ) DA TARTARUGA (em "portunhol") 

Música, arranjo, produção: Adriano Praça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Vozes: Carlos I. Gonzales e Ricardo Ayub 
Violões e contrabaixo: Orlando Brito 
Acordeons: Tião César 


ISRC: BX-PZU-19-00015



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A MARCHA DO AVESTRUZ 

Música: Adriano Praça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Voz e surdo: Áttila Gomes 
Caixa-clara: Thimoteo Lobreiro 
Trombone: Moisés Nogueira 
Violão e contrabaixo elétrico: Orlando Brito 
Arranjo, saxes altos, produção: Adriano Praça 


ISRC: BX-PZU-19-00016



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BALADA DO BEIJA-FLOR 
Música e voz: Marcus Dinis Câmara 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Vocal: Hugo Roberto da Silva Carneiro 
Baixo, bateria, violão, guitarra, teclado e produção: Marcus Dinis Câmara 


ISRC: BX-PZU-19-00017


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CANÇÃO DA PULGA 

Música: Marco Antonio Carstens Mendonça 
Letra: Paulo Robson de Souza 
Intérprete: Melissa Azevedo 
Voz: Anderson Rocha
Flauta doce, clarinete: Adriano Praça 
Flauta de êmbolo, lixas: Júlio Feliz 
Coro: Isabella Knoch Mendonça, Paula Knoch Mendonça e Gleyce Kelly Santos Vianna 
Flauta para a versão karaokê: Adriano Praça 
Violão, arranjo, produção: Marco Antonio Carstens Mendonça


ISRC: BX-PZU-19-00018


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*
* Exceto "Baião do Bicho Desconhecido", "Xote da Salamandra-gigante", "A Canção Fatal" e o solo de bandolim de "O Fado da Baleia-azul", as músicas foram gravadas no Estúdio JFeliz (Campo Grande/MS), em outubro de 2004. 
Técnico de gravação: Marcus Dinis Câmara 
Direção musical, arregimentação: Marco Antonio Carstens Mendonça e Adriano Praça 
Restauração, mixagem e masterização: Anderson Rocha/Estúdio 45 
Pós-produção: Ângela Finger 

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

MODA DOS 14


Ao músico e compositor  Zé Geral*



Já teve a moda dos nove
Com Tião Carreiro e Pardinho...
Agora canto os 14
De um modo bem redondinho
Se esta conta não der certo
Eu vou sair de fininho...
Mas, como diz o Zagallo
A conta vai dar certinho!

Nasci no dia 14
O mesmo dos meus filhinhos
No ano 2014
Foi embora meu “morzinho”
Poltrona sempre 14
No avião, no “bus”, bondinho
Firmei no dia 14
Contrato com um barzinho.

Foi num sábado 14
O início, no Farol Bar
Número 21-14
Da avenida Ceará
Cantei as 14 mais
Do universo popular.
Na caderneta da escola
Décimo quarto a chamar!

E o primeiro endereço
Onde funcionou o Sarau
Foi 14-7-7
Curioso numeral
Número da rua Treze
Na casa do Zé Geral
Esta figura que canta
Para não ir pro hospital.

Depois de 13 endereços
Hoje estou no décimo quarto
Um sarau quase ambulante
Pois logo que chego eu parto.
No ano 2014
Esta casa eu não descarto.
Foram tantas as mudanças
Que eu quase tive um enfarto.

Já que tinha um LP
Chamado “As 14 Mais”
Uma seleção completa
De sucessos musicais,
Das 14 grandes modas
Esta entra nos anais.
Tocando esta viola
Deixo as tristezas pra trás.


Paulo Robson de Souza

Da série Poesia Todo Dia
19 e 21/2/2014; 16/3/2014



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*(cordel fiel à história que ele me contou em... 2014!)



Zé Geral. Foto: Roberto Higa


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#moda de viola
#música brasileira