quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O PANO DE FUNDO

O pano de fundo – quarta capa da revista
Ciência Hoje das Crianças nº 226, agosto de 2011. 
Ilustrações de Mariana Massarani



Clique na imagem abaixo e leia a íntegra deste cordel. 


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terça-feira, 30 de outubro de 2012


Os reis do pedaço – Ciência Hoje das Crianças, n°  214, julho de 2010,
 especial "Biodiversidade" (páginas 10 e 11). Ilustrações de Rogério Coelho.



Trechos do cordel Os Reis do Pedaço, do livro Poesia Animal! (2003), com Sidnei Olívio. Clique na imagem abaixo para ler o texto na íntegra:


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Rogério Coelho Ilustrador

Ciência Hoje das Crianças

Projeto incentiva leitura pela poesia

Zoopoesia

domingo, 28 de outubro de 2012

PRÉ-TEXTOS VI




CICLO

Hoje é o segundo dia da segunda metade. Não pensei que escrever fosse – também – sorrir e sofrer.
A meia-vida do Carbono pouco me diz, a não ser que há tempo de nascer, tempo de sofrer, tempo de sorrir e morrer, tempo de esquecer da minha existência.
As evidências arqueológicas não nos deixam  mentir, mas as evidências presentes nos fazem crer no infinito.
Quando for pedra quero que me deitem no mar.

2/7/2005




REENCONTROS

Meus reencontros  cada vez mais estão desprovidos de chão. Falta-me discernimento. Memória é um bem precioso que me causa muita carência.
Carência de equidade.

3/7/2005


FECHADO PARA BALANÇO

Hoje estou de meias brancas, calça tergal – pasmem! – e camisa de listrinhas azuis. Abrir a boca? Nem pensar. Dormir esse dia não seria propriamente um desperdício de sol.

4/7/2005

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SABIÁ LARANJEIRA


(Xote Nordestino) 
Letra: Paulo Robson de Souza
Música: Marco Antonio Carstens Mendonça
Intérprete: Marco Antonio (voz/ violão)
Zabumba: Áttila Gomes
Flauta transversa: Adriano Praça
Triângulo: Paulinho




(Refrão)

Deixa eu ser seu sabiá
Laranjeira
Nos seus galhos aninhar
Deixa eu cantar pra você
Laranjeira
Deixa eu ser seu sabiá


A chuva grossa marca o tempo no terreiro
Misturando-se ao tempero
Cheiro bom de Salvador.
Beijo minha boca com bolinho de estudante
Uma dança cintilante
Com você tem mais calor.


(Refrão)
Deixa eu ser seu sabiá
Laranjeira
Nos seus galhos aninhar
Deixa eu cantar pra você
Laranjeira
Deixa eu ser seu sabiá


A lua brilha entre os pingos, nova lua
E sorri na boca sua 
Ao lamber o seu sabor.
E desce um doce acanelado dos sorrisos...
São Diogo – forte antigo –,
Protegei-me desse amor.


(Refrão)
Deixa eu ser seu sabiá...



"Mosquito" distribuído na entrada do teatro.


(Canção vencedora do Primeiro Festival de Música do Sicredi Federal - 
Teatro Glauce Rocha, Campo Grande, 28 de outubro de 2005)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

BAIÃO DO BICHO DESCONHECIDO


Música: Eduardo Boaventura
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Eduardo Boaventura




Quem nunca quis enxergar,
quem nunca soube aprender
não sabe o que está perdendo
nem o que vai se perder.

Há maravilhas no mundo
– mesmo um pequeno besouro –
riquezas vivas trocadas
por um punhado de ouro.
Nas dunas, mangues, caatinga,
matas, serras, pantanais,
há sempre desconhecidas
maravilhas animais.

Quem nunca soube enxergar,
quem nunca quis aprender
não sabe o que está perdendo
nem o que vai se perder.

Mas...
mais?
Mais mais!
Mais e mais
e muito mais...





Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011
Publicado na Ciência Hoje das Crianças número 235


Clique na figura abaixo e ouça a música no site da revista Ciência Hoje das Crianças



terça-feira, 23 de outubro de 2012

BALADA DO BEIJA-FLOR


Música: Marcus Diniz Câmara
Letra: Paulo Robson de Souza




Tão pequenino,
tão contente, tão veloz
bate o avoado
coração.

Toda uma vida
        sedenta de flor
dentro da palma
da mão.

O tempo a se apressar.
Um corpo em condensador.
Uma bala de luz no ar
é o beija-flor.

Feito um menino
cansado de andar,
dorme o pequeno
coração.

Toda uma vida
em pleno torpor,
quando chega
a escuridão.





(clique na imagem abaixo e obtenha a partitura gratuitamente)


Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

VALSA DA FORMIGA


Música: Júlio Feliz
Letra: Paulo Robson de Souza

  

Qual será, do mundo,
o animal mais forte,
que sua própria sorte
pode sustentar?

Que mistério é esse?
– erguer um colosso
por sobre o pescoço
sem se esforçar?

Um pequeno inseto
que, magro ou obeso,
dez vezes o seu peso
pode levantar...

A formiga vence
proporcionalmente,
qualquer oponente
que lhe enfrentar?




(clique na imagem abaixo e obtenha a partitura gratuitamente)





Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011







domingo, 21 de outubro de 2012

CANÇÃO DA PULGA



Música: Marco Antonio Carstens Mendonça
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Melissa Azevedo



São motivos “anormais”
que fazem a pequena pulga
ser um inseto demais.

Ah! Se pulga fosse gente,
um salto de três mil metros
seria o correspondente!

E por ser tão achatada,
se mete por entre os pelos
da infeliz cachorrada.

Ah!, se cachorro soubesse
se “despulgar”, saberia
tomar banho todo dia.

E se cão fosse um possante
carro, a pulga então seria
o mais feliz viajante.

E se a vida (entre suspiros)
fosse um filme de terror,
pulga seria o vampiro.

É bem mais forte que a Mônica:
a pulga que vem do rato,
causa a peste bubônica.

É um bichinho exigente:
o que vive no cachorro,
não vive em gato ou na gente.

E a pulga que dá no gato,
não quer saber de cachorro
nem dá nos bichos do mato.

A pulga mais diferente
é o bichinho que se enfia
no dedão do pé da gente!

Bem depois, feito um canhão
gorducho, sai atirando
seus ovinhos pelo chão,

que ficarão na sujeira,
sonhando em dar nos meus pés
a mais forte das coceiras.






(clique na imagem abaixo e obtenha a partitura gratuitamente)



Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011






domingo, 7 de outubro de 2012

O CHORO DO TUBARÃO-BALEIA


 

Música: Adriano Praça e Orlando Brito
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Áttila Gomes




De que adianta ser, de longe, o maior peixe,
um tubarão com esse porte de espantar,
se, mesmo assim, você em mim não bota os olhos
só porque domo a brabeza, o tal desejo de esganar?

De que adianta esse meu corpo azul, pintado
de bolas brancas – lindo céu da noite escura –
se não recebo a atenção que eu mereço?
– Sem o olhar não existe céu e sem a luz não há pintura!

Vou trucidar, no oceano, minha timidez,
rasgar o ventre que alimenta o meu penar
pra que revele toda a minha intimidade
e desse jeito me conheça e até consiga me amar.




(clique na imagem abaixo e obtenha a partitura gratuitamente)





Do livro Animais Mais Mais 
(com CD encartado), 2011


sábado, 6 de outubro de 2012

A MARCHA DO AVESTRUZ (com partitura)



 

Música: Adriano Praça
Letra: Paulo Robson de Souza
Intérprete: Attila Gomes





Estava
numa savana
quando tremeu a terra africana.
Pensei:
é um furacão!
– tão grande era o poeirão.

Um bando
de avestruzes
passou por mim feito Joaquim Cruz.
Corria
soltando penas
lembrando os tempos de Ayrton Senna.

Pensei
que eram leões
correndo atrás daqueles frangões,
pra ter
uma fritada
das coxas que já vêm depenadas.

Que nada. Estava enganado.
Era uma dezena de homens malvados
maltratando o mundo animal.

Que pena! Que triste cena:
faziam enfeites de vivazes penas.
Um estranho carnaval.

E vendo, nesta folia,
que a alegoria não tinha alegria,
a marcha encontrou o seu final.





(Clique na imagem abaixo para obter, gratuitamente, a partitura da música)




(com CD encartado), 2011


Capa (aberta) e segunda orelha